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Governo quer retomar negociação da reforma da Previdência após derrubar denúncia contra Temer

Para evitar sinais de paralisia da principal agenda do governo no Congresso, o Palácio do Planalto e seus interlocutores querem retomar a negociação do texto da reforma da Previdência tão logo a Câmara decida barrar a autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. (Foto ilustração) Governistas defendem que a votação de um texto possível com mudanças nas regras previdenciárias ganhará corpo com uma vitória do presidente, que acredita já ter votos suficientes para impedir o aval para que o STF julgue a denúncia. "O governo quer retomar as negociações para votação da Previdência assim que conseguir derrubar a denúncia contra o presidente. A intenção é conseguir votar a PEC até setembro", disse à Reuters uma fonte palaciana. Essa iniciativa deverá ocorrer em paralelo à discussão e votação de uma proposta de reforma tributária que simplifique procedimentos, projeto mais palatável de ser aprovado e que serviria como uma espécie de preparação para a batalha da reforma da Previdência, conforme noticiou a Reuters na terça-feira. A reforma da Previdência, uma proposta de emenda à Constituição, necessita de um quorum maior para ser votada. No plenário da Câmara, precisa do apoio de ao menos 308 dos 513 deputados. A votação da simplificação tributária, por outro lado, poderia ser promovida por meio de um projeto de lei com a exigência mínima de 257 votos (no caso de um projeto de lei complementar) ou até maioria simples dos deputados votantes.



Da redação Luciano Reis Notícias, com Bahia na Política

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