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NATA leva fórum, sarau afro-poético e solos para Alagoinhas em agosto

Foto: Divulgação
 Ações serão realizadas no Centro de Cultura e fazem parte do projeto OROAFROBUMERANGUE

Serviço
O quê: IV Ipadê – Fórum NATA de Africanidades
Quando: 11 de agosto, a partir das 18h
Onde: Centro de Cultura de Alagoinhas
Entrada: R$ 2 (inteira); R$ 1 (meia)

O quê: Sarau Noites Afro-Poéticas
Quando: 11 de agosto, a partir das 20h
Onde: Centro de Cultura de Alagoinhas
Entrada: Gratuito

O quê: NATAS em SOLOS
Quando: 18 a 27 de agosto (sexta-feira, sábado e domingo), às 20h
Onde: Centro de Cultura de Alagoinhas
Entrada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Em agosto, o Núcleo Afro Brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA vai movimentar a cena teatral e cultural da cidade onde o grupo nasce. De 11 a 27 de agosto, no Centro de Cultura de Alagoinhas, serão realizadas várias ações de militância política e artística, que permeiam o universo negro e afro-brasileiro: o IV Ipadê – Fórum NATA de Africanidades, com a temática Alagoinhas das águas femininas – uma homenagem a Auristela Sá (ex-integrante do Bando do Teatro Olodum, morta em 2013); o Sarau Noites Afro-Poéticas, com o tema Oxum das Águas Lindas – uma clara referência ao histórico manancial do município natal e as yabás; e as apresentações dos seis novos espetáculos do projeto NATAS EM SOLOS.
Todas essas ações fazem parte do OROAFROBUMERANGUE, projeto do NATA, que busca aprofundar seus conhecimentos artísticos, políticos, culturais e estéticos, além de fortalecer o cenário teatral alagoinhense. “Desejamos acender o profícuo intercâmbio entre a capital e o interior e os referenciais identitários negros. Discutiremos ainda o feminino como paradigma para repensar a sociedade”, explica a diretora Fernanda Júlia Onisajé. O projeto conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura da Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, aprovado no Edital Setorial de Teatro da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), com produção da Modupé Produtora.
Ipadê
A palavra que vem do yorubá e quer dizer encontro é um espaço de fortalecimento conceitual e também estético sobre a pesquisa cênica que o NATA desenvolve quando está em montagem de seus espetáculos. Nesse caso, Oxum. “A cada Ipadê discutimos temas relevantes a pesquisa da montagem e que estejam em consonância com as pautas do teatro e do Candomblé.”, explica Onisajé.
Nesta quarta edição do Fórum NATA de Africanidades, que ocorre no dia 11 de agosto, a partir das 18h, no Centro de Cultura de Alagoinhas, o grupo convida a egbomi Vanda Machado e a antropóloga e ativista negra Naira Gomes. Duas mulheres negras de gerações diferentes falando de feminilidades, empoderamento feminino negro e com Oxum permeando a conversa.
A importância delas se deve as áreas de atuação que representam e as contribuições que ambas vêem dando ao processo educacional, filosófico, cultural e político. “A egbomi Vanda Machado além de autoridade do Candomblé é uma educadora que alia o conhecimento e a filosofia da tradição africana às discussões dos processos educacionais contemporâneos. Naira Gomes com sua atuação politizada e politizadora apresenta para nós, por meio da Marcha do empoderamento Crespo, a estética como fator de fortalecimento racial, social e político para mulheres e homens negros”, avalia Onisajé.
Sarau
A noite afro-poética ocorrerá no dia 11 de agosto, a partir das 20h. É o momento em que através da poesia tanto escrita quanto falada, improvisada, cantada e rapeada, o NATA busca construir e desconstruir discursos e referenciais que formam o consciente e o inconsciente coletivo de uma sociedade.
“Acreditamos que a poesia tem uma força concreta no processo de valorização da identidade negra brasileira. O Sarau trata-se de um encontro cênico-poético que se propõem celebrar o vigor da arte negra e suas contribuições na constituição da arte brasileira”, descreve Onisajé.
Trazendo como temática Oxum das Águas Lindas, o sarau é também uma homenagem a Alagoinhas, que recebeu este nome devido ao manancial de águas que a cidade teve historicamente. Lagoinhas já foi o nome de Alagoinhas. Além de reverenciar todas as divindades femininas, as yabás, pois elas todas possuem relação direta com as águas.
Será um espaço de diálogo artístico entre o NATA, os artistas negros e não negros de Alagoinhas. Farão parte dessa noite os cantores alagoinhenses Ed Shomer e Emily Pinheiro, o percussionista Lucas Andrade, o artista plástico Pinho Blures e o grupo de rap Sangue Real, além dos resultados obtidos durante as oficinas realizadas pelo NATA durante os meses de junho e julho para artistas de Alagoinhas e região.
Solos
O projeto Natas em Solos é um projeto artístico-investigativo-formativo que consiste na investigação, montagem e apresentação de seis solos concebidos e realizados pelos intérpretes/criadores do NATA a partir das pesquisas cênicas individuais destes artistas. As montagens ficam em cartaz de 18 a 27 de agosto, às 20h, com ingressos a R$ 20 e R$ 10,00. O público poderá conferir no Centro de Cultura de Alagoinhas os solos Iyá Ilu de Sanara Rocha (18 - sexta-feira), Mundaréu de Thiago Romero (19 – sábado), Impopstor de Daniel Arcades (20 - domingo), Gbagbe de Nando Zâmbia (24 - quinta), As Bala Que Não Dei Ao Meu Filho de Antônio Marcelo (26 - sábado), e Rosas Negras de Fabíola Julia (27 – domingo).

Da redação Luciano Reis Notícias

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