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Associação de Cronistas Esportivos do Brasil emite nota de repúdio à diretoria do Bahia por cercear o trabalho do repórter Nilson Luís da Itapoan FM

Foto: Divulgação
Na tarde desta quarta-feira (30), a Associação de Cronistas Esportivos do Brasil (ACEB), divulgou uma nota de repúdio direcionada à diretoria do Bahia através da sua página oficial do Facebook, alegando o “cerceamento do trabalho do repórter Nilson Vasconcelos Cunha (Nilson Luís), da Rádio Itapoan FM.
O repórter teria tentado fazer uma pergunta ao treinador interino Preto Casagrande, durante a coletiva após a partida entre Bahia x Botafogo, no último domingo (27), mas teria sido impedido por dirigentes e funcionários do clube.
Na publicação, a Associação ainda classificou o episódio como “um imperdoável retrocesso na história da crônica esportiva brasileira”. Procurada pelo Varela Notícias, a assessoria de imprensa do Bahia informou que o clube não se posicionará sobre o caso por enquanto.
Confira nota completa da ACEB:
“Nota de repúdio à diretoria do EC Bahia
A Associação de Cronistas Esportivos do Brasil – ACEB – declara publicamente o repúdio ao cerceamento do trabalho do repórter Nilson Vasconcelos Cunha (Nilson Luís), da Rádio Itapoan FM, da Bahia, por ocasião da entrevista coletiva do técnico Preto Casagrande, após a partida entre Bahia x Botafogo, em 27/08/2017. O episódio é um imperdoável retrocesso na história da crônica esportiva brasileira.
A ACEB sempre defendeu de maneira intransigente toda e qualquer liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que considera basilar a necessidade de assegurar que direitos sejam preservados e violações de qualquer natureza não afetem a integridade de nossos profissionais de imprensa.
A direção do Esporte Clube Bahia, que tem na presidência o jornalista Marcelo Sant’ana, sem qualquer cerimônia, determinou que o radialista não fizesse pergunta ao treinador, momento em que o profissional foi agredido verbalmente e constrangido pelos assessores de imprensa e dirigentes do clube. Não pode ser este o procedimento de uma administração eleita sob a filosofia de transparência e ações democráticas.
Mesmo sem microfone, o repórter fez a pergunta ao técnico do Bahia, mas o treinador Preto Casagrande foi proibido pelos dirigentes de respondê-la.
A mordaça imposta ao radialista só pode ser justificada pela tentativa de cercear um profissional que não obedece pauta imposta por dirigentes de qualquer natureza.
Pela sua importância no contexto do estado de direito, como sustentáculo da democracia, a imprensa não pode seguir sem o mínimo de proteção e, fundamentalmente, sem a devida liberdade e independência para bem cumprir com o seu mister.”

Da Redação Luciano Reis Notícias, com Associação de Cronistas Esportivos do Brasil

Reprodução do texto: Varela Notícias

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