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Com pouca fiscalização, navegação deixa 2.300 mortos em 10 anos no país

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Naufrágios como os registrados nesta semana em Vera Cruz (BA) e em Porto de Moz (PA) não são acidentes isolados no país, que tem uma Marinha com efetivo pequeno para uma rede navegável de 35,5 mil km. Com isso, as vítimas desse tipo de ocorrência já chegam a 2.300 nos últimos dez anos.
 
Ao todo, a Marinha conta com 5.000 servidores, 63 capitanias portuárias, delegacias e agências e 653 embarcações para fiscalizar 35,5 mil km de rios e mares navegáveis e 53 mil embarcações habilitadas para o transporte de passageiros. Apenas entre Rio e Niterói, são transportados 24 milhões de passageiros por ano.
 
Apenas neste ano, já foram 100 mortes em decorrência desse tipo de acidente, sendo que três distritos navais concentram os maiores números. Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima tiveram 23 casos, Paraná, São Paulo e sul de Minas tiveram mais 23, enquanto a área entre Pará, Amapá, Maranhão e Piauí teve 22.
 
Para evitar acidentes é obrigação de quem faz o transporte: oferecer orientações sobre procedimentos em caso de emergência, oferecer alimentação ou hospedagem em caso de atrasos, não misturar carga e passageiros no mesmo ambiente, ter tripulação condizente com o tamanho da embarcação e ter seguro obrigatório de embarcações.
  ( Folha Press )

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