POLÍTICA

Ministro do STF diz que Congresso quer enfraquecer o Judiciário em reação à Lava Jato

Ministro do STF diz que Congresso quer enfraquecer o Judiciário em reação à Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de fevereiro de 2018, Luiz Fux, criticou os parlamentares do Congresso Nacional. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta segunda-feira (28), o magistrado acusa deputados e senadores de tentar enfraquecer o Judiciário em reação à Operação Lava Jato. Ele citou a Operação Mãos Limpas, que investigou uma série de crimes cometidos por empresários e políticos na Itália, mas que acabou sofrendo uma série de impedimentos para anular seus efeitos.
"O enfraquecimento do Judiciário é uma das fórmulas que se utilizou para fulminar os resultados positivos da Operação Mãos Limpas, na Itália. E parece que isso está acontecendo agora no Brasil, em relação à Operação Lava-Jato. Enquanto nós estamos estudando as melhores formas de combater a corrupção, as melhores formas de investigação, o que se tem feito no Congresso é estudar como se nulificou, na Itália, todos os resultados positivos da Operação Mãos Limpas. Na Itália, começaram a fazer reformas mirabolantes para tirar o foco da Operação Mãos Limpas. Aqui, fizeram o mesmo", declarou Fux.
Ele também defendeu a volta do financiamento privado de campanhas políticas, mas afirmou que só aceitaria a iniciativa se as empresas patrocinadoras não forem contratadas após as eleições. Fux criticou ainda a criação de um fundo para garantir recursos que banquem as campanhas com dinheiro público. "Para mim, esse fundo é completamente incompatível com o momento de crise econômica nacional. A proposta que eu faria seria permitir a volta do financiamento eleitoral por parte de empresas que tenham a mesma bandeira ideológica do candidato. Por exemplo, um candidato que defende o meio ambiente, ou de determinado setor do mercado financeiro. Esse financiamento se daria num determinado limite. O financiamento seria ideológico, e a empresa doadora ficaria impedida de contratar com o poder público. Isso mostra a lisura do financiamento, como um ato de quem quer ser representado", afirmou. ( Metro 1 )

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