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Ministério Público vai investigar ataque racista contra torcedora do Bahia

Ministério Público vai investigar ataque racista contra torcedora do Bahia

O Ministério Público da Bahia vai cobrar punição por práticas racistas contra a torcedora do Bahia Edna Matos, de 53 anos. No início da semana, ela ajuizou ação civil pública no órgão após ser ofendida nas redes sociais por conta de uma montagem racista que comparava ela e a filha, ambas mulheres negras, a torcedoras loiras do Grêmio de Porto Alegre, juntamente com a frase. "Ainda tem gente que acha que time é tudo igual". A investigação foi aberta no Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação, segundo a promotora Lívia Vaz.
"A legenda que acompanha a montagem e que dá título à postagem sugere que apenas as gremistas são bonitas. (...) Somos negras, mulheres e belas e belas (nesta ordem de importância). Poderosas! Sim, realmente, os times e suas torcidas não são iguais. Têm umas que se notabilizam pelas frequentes atitudes racistas, violentas e babacas de alguns dos seus membros e outras que se destacam pelo amor, pela paixão, pelo respeito que sentem por seus clubes e pelas pessoas. É de uma dessas que temos orgulho de fazer parte, pois ela carrega consigo a beleza das cores tanto do seu manto quanto da pele de seus torcedores", afirma Edna em sua rede social após ficar sabendo do ocorrido.
A promotora Lívia Vaz explica que, a depender da investigação, o responsável pode responder de maneira criminal ou civil, pelo crime de injúria racial - que é o ataque individual - ou de racismo - que atinge a coletividade das pessoas negras. "A responsabilidade criminal pode ser, a depender do contexto, o crime de racismo, que é o crime do artigo 20 da lei 7716 de 1989, ou pode ser também o crime de injúria racial, que é o crime do artigo 140, parágrafo terceiro, do código penal brasileiro. Além da responsabilidade criminal, cabe ainda a responsabilização civil, pelos danos morais causados às vítimas individualmente quanto à coletividade de pessoas negras, se confirmarmos que houve, a partir da investigação que vamos fazer, a prática de racismo", disse ela, em entrevista ao portal G1.
Ainda segundo a promotora, todo o material relativo à denúncia, com relatos de comentários e "prints" de mensagens racistas, foi encaminhado para apuração no núcleo de crimes cibernéticos. O MP-BA fará um relatório com o intuito de identificar os autores das postagens. ( Metro 1 )

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