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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Polícia apresenta suspeito de matar recepcionista e investiga relação com outras mortes

[Polícia apresenta suspeito de matar recepcionista e investiga relação com outras mortes ]

A polícia apresentou, na manhã desta segunda-feira (2), no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), João Paulo Castro Moreira, de 30 anos, principal suspeito de matar a recepcionista do Grupo MAP, Marília Matércia Andrade. O corpo da vítima foi encontrado logo após o crime, na manhã de sábado (30), às margens da BA-526, a Estrada CIA-Aeroporto. À frente do caso, a delegada Simone Moutinho Borges, da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), disse que o suspeito foi preso no dia do assassinato, em um lava jato de sua propriedade no bairro de Mussurunga. 
Segundo a delegada, em depoimento, João Paulo relatou que dirigia um veículo Toyota/Hilux e ofereceu carona a vitima por volta das 5h de sábado, em frente ao Bompreco de Itapuã. A versão é contestada pela polícia.
Através de colaboradores do Serviço de Inteligência, a polícia chegou ao motel em que o suspeito tinha saído. "O quarto que aquela pessoa que estava no veículo ocupava tinha sinais de violência, como manchas de sangue no lençol", contou a delegada. Ainda segundo Simone Moutinho, após cruzar as informações, a polícia chegou ao dono do veículo, que apontou ter deixado o carro no lava a jato do suspeito. Conforme João Paulo disse em depoimento, ele costumava sair com carros de clientes. O suspeito foi detido em flagrante e responde por feminicídio (homicídio qualificado).
"Ele confessou que estava no motel com uma moça, que tinha conhecido às 5h da manhã daquele mesmo dia em frente a um supermercado e tinham ido para o motel. A moça estava fardada, ia trabalhar e a estória ficou meio absurda", disse, revelando que o suspeito tentou criar um álibi ao enviar uma foto via WhatsApp para o proprietário do veículo, afirmando que o carro foi clonado.
João Paulo ainda afirmou em depoimento que deixou a Marília em casa. Questionado pela polícia sobre a explicação para a mulher aparecer morta horas depois, ele alegou ser "coincidência" e insinuou ser um carro clonado, conforme relatou à delegada. 
Funcionários do motel disseram à polícia que João Paulo frequentava o local constantemente e gritos associados à violência eram ouvidos durante sua estadia. Na sexta-feira, conforme os relatos, ele deixou o motel com uma mulher ensanguentada e mais um homem no porta-malas. O segundo homem foi ouvido pela polícia e, segundo a delegada Simone Moutinho, ele afirmou não ter participação. Ele teria se escondido por estarem acompanhados de duas adolescentes.   
OUTROS CASOS - Marília foi morta por esganadura e um eventual abuso sexual só será diagnosticado após perícia. Cautelosa, a delegada Simone Moutinho Borges preferiu não associar o crime a outras duas mortes ocorridas na região. Uma ocorrida no dia 9 de julho, e a outra na última sexta-feira (29), quando o corpo de uma mulher foi encontrado no Bairro da Paz. Todas as vítimas apresentavam sinais de esganadura. Em prisão cautelar, João Paulo participa nesta tarde de audiência de custódia.
Ele é casado e tem dois filhos, de 2 e 3 anos. Ele também negou participação nas outras duas mortes e afirmou que iniciou relações extraconjugais há quinze dias. O acusado não se pronunciou durante a apresentação, mas afirmou inocência à polícia. De acordo com a polícia, João Paulo tem passagens pela polícia por: desordem em via pública, direção perigosa e uso de drogas. ( Luciano Reis & Bnews )

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