Conhecer para preservar: história de Alagoinhas - Luciano Reis Notícias
Conhecer para preservar: história de Alagoinhas

Conhecer para preservar: história de Alagoinhas

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Foto: Divulgação
Depois de um dia cansativo, em plena noite de sábado (7/4), diversos alunos do colégio CMA (antigo Ginásio de Alagoinhas), se deslocaram para escola com o objetivo de assistir uma aula diferente. Uma palestra cujo tema ‘’ Vozes silenciadas: a construção de uma história vista por cima, Alagoinhas’’, na ocasião as professoras Carla Virgínia e Ana Cláudia convidaram o estudante do curso de história e um dos coordenadores da secretaria de cultura de Alagoinhas Robério Pimenta para falar sobre o processo de construção da cidade de Alagoinhas e a exclusão dos negros e índios nos livros de memórias. ‘’Quando se fala sobre a história de Alagoinhas enaltecem a figura do ‘’sacerdote rico’’ ‘’políticos ricos’’ ‘’fazendeiros ricos’’. Porém, sabemos que existiram outros protagonistas nessa história que se embrenharam nessas matas para cortar árvores, abrindo estradas, alterando cursos de rios, carregando pedras na cabeça para construir igrejas, pessoas ''anônimas'' que trabalharam arduamente em todo processo de construção da nossa ferrovia. Quem são as pessoas ‘’desconhecidas’’ que foram excluídas pela história oficial’’? O estudante Robério Pimenta, destacou a participação dos negros e índios em todo o processo de construção da nossa cidade: ‘’Foram milhares de pessoas que trabalharam debaixo de um sol escaldante, no cultivo da cana, nos pastos, nas lavouras, na fabricação do açúcar, nos Engenhos Bom Jesus, Engenho Ladeira Grande, Engenho Velho, Engenho Piripiri, Engenho da Pedra, Engenho São Manoel, Engenho Coqueiro, Engenho Santa Cruz, Indivíduos que passaram por inúmeras dificuldades em sua trajetória desde doenças, ataques de animais, fome, maus-tratos e tantas outras adversidades para construir uma cidade com muito suor, sangue, lágrimas, resistência e luta’’. E complementou dizendo: sem o trabalho braçal dos negros, índios, mestiços, brancos pobres que aqui viviam no século XIX seria possível o crescimento e florescimento da nossa cidade? Na oportunidade o coordenador também ressaltou as ações da SECET no Arquivo Público do Município de Alagoinhas que tem ajudado inúmeros estudantes e pesquisadores de escolas e universidade pública e privada, ‘’estamos identificando, higienizando, organizando centenas de documentos históricos e disponibilizando esses documentos para consulta’’ afirmou Pimenta. 




Da Redação/ Luciano Reis Notícias, com Robério Pimenta

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