Lídice: 'Não foi meu primeiro pleito, mas não tenho queixas' - Luciano Reis Notícias
Lídice: 'Não foi meu primeiro pleito, mas não tenho queixas'

Lídice: 'Não foi meu primeiro pleito, mas não tenho queixas'

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Foto: Reprodução
A senadora baiana Lídice da Mata disse ao jornal A TARDE que ficou satisfeita com a definição de que disputará uma vaga para deputada federal pelo PSB e não como senadora, como pleiteava. A decisão do partido, segundo Lídice, considerou a necessidade de ampliar a presença na Câmara dos Deputados e manter a bancada na Bahia, o que não seria possível com o lançamento de uma candidatura avulsa ao Senado, sem coligações. Ela reforçou que o PSB continua ao lado de Rui Costa e disse que ainda não foi deliberado se o partido vai apoiar Ângelo Coronel, que ficou com sua vaga para concorrer ao Senado na chapa do atual governador.
Como foi a construção do acordo em relação a sua candidatura para a Câmara dos Deputados?
Não teve acordo nenhum, essa é uma decisão do meu partido, de que eu vou ser candidata a deputada federal. O que nós estamos mantendo é o nosso apoio ao governador Rui Costa, e isso foi reafirmado, o compromisso político do PSB. O PSB faz parte da base de apoio do governador e continua fazendo parte dela, fortalecendo o que nós acreditamos, que é o campo de esquerda na Bahia.
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Não teve acordo nenhum, essa é uma decisão do meu partido, de que eu vou ser candidata a deputada federal. O que nós estamos mantendo é o nosso apoio ao governador Rui
Lídice da Mata, senadora 
Quando eu disse acordo, queria reforçar a vontade que a senhora tinha de concorrer ao Senado e a possibilidade de o partido apoiá-la para uma candidatura avulsa.
Não é que o partido não apoie, nós temos consciência, no entanto, de que nós não nos preparamos para ter uma chapa própria de deputado federal e de deputado estadual e que sair numa candidatura avulsa, que poderia eventualmente me destacar no estado, resultaria em um grande prejuízo para o partido. Hoje nós temos cinco deputados estaduais e certamente não teríamos como reelegê-los sem coligação, sozinhos, com a quantidade de candidatos que nós temos. Se perdêssemos a coligação, para [deputado] federal, também teríamos essa dificuldade. Por isso mesmo é que o partido definiu por aquilo que, nesse momento, é o que é mais racional, que é a minha candidatura para deputada federal. Primeiro, por uma decisão da executiva nacional, através do seu presidente [Carlos Siqueira], que expressou para a direção da Bahia  que era essa a sua posição desde o momento que fui retirada da chapa [de Rui Costa]. O nosso presidente nos procurou dizendo que essa era sua posição em função da necessidade de o partido ampliar a sua base no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados. Depois, por nossa compreensão, também na Bahia, que vai no sentido da necessidade de ampliar os votos para deputado federal e a chance do partido de ter mais deputados federais [atualmente, o PSB tem apenas o deputado federal, Bebeto].
E apesar de apoiar  Rui Costa ao governo da Bahia e  Jaques Wagner ao Senado, não haverá apoio do PSB a Ângelo Coronel?
Isso nós não discutimos ainda. Discutimos até esse pedaço. Estamos com a agenda muito corrida, eu mesmo tive que vir para Brasília [a entrevista foi feita na quarta-feira, 4, durante sessão do Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados]. Nós vamos preparar o congresso do partido e outros assuntos serão deliberados sobre a eleição.
A senhora ficou satisfeita com essa decisão do partido?
Claro que fico satisfeita. O partido continua me acolhendo e desejando que continue na política, desta vez, lutando por uma vaga na Câmara Federal. Agora, esse não foi o meu primeiro pleito, mas não tenho queixas do partido, porque o partido me apoiou em todos os meus pleitos.
Foto: Reprodução


Da Redação/ Luciano Reis Notícias, com A Tarde

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