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Ex-PM homenageado por Flávio Bolsonaro estava preso por homicídio

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

/ by REDAÇÃO
[Ex-PM homenageado por Flávio Bolsonaro estava preso por homicídio ]

O ex-policial militar Adriano Nóbrega, 42, foragido e suspeito de chefiar uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro, estava preso quando foi homenageado pelo deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) com a mais alta honraria da Assembleia Legislativa, a Medalha Tiradentes.
Adriano foi preso preventivamente em 2004 acusado pelo homicídio do guardador de carro Leandro dos Santos Silva, 24. Ele foi solto em 2006 e absolvido no ano seguinte.
Nesse meio-tempo, em junho de 2005, o filho do presidente considerou Adriano merecedor da homenagem por ter êxito ao prender 12 "marginais" no morro da Coroa e apreender diversos armamentos e 90 trouxinhas de maconha. O senador eleito já havia homenageado o policial em outubro de 2003 e dizia que Adriano desenvolvia sua função com "dedicação, brilhantismo e galhardia".
Um ano depois de absolvido, o ex-PM foi preso novamente, desta vez sob a acusação de tentativa de assassinato do pecuarista Rogério Mesquita, ocorrida em maio do mesmo ano. Foi solto um mês depois, em outubro, após o fim do prazo da prisão temporária.
Adriano foi preso novamente em dezembro de 2011, na Operação Tempestade do Deserto, resultado das investigações da mesma tentativa de assassinato que resultou numa denúncia contra os envolvidos. Em agosto de 2012, ao alegar ausência de provas, o juiz Márcio Gava negou o seguimento do processo contra Adriano e a maioria dos acusados. 
A relação com bicheiros, contudo, levou Adriano a ser exonerado da Polícia Militar em janeiro de 2014. Em processo administrativo disciplinar iniciado em 2009, foi considerado culpado da acusação de atuar como segurança de José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, contraventor da máfia dos caça-níqueis.
Na última terça-feira (22), Adriano voltou ao noticiário. Ele foi um dos 13 alvos de uma operação deflagrada pelo Ministério Público para prender milicianos das comunidades de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O ex-PM segue foragido.
Sobre o caso, Flávio Bolsonaro afirmou que a primeira prisão do ex-policial militar era uma injustiça, o que ficou provada com a sua absolvição anos após receber a Medalha Tiradentes. ( Metro 1 )

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