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Adolescente de 16 anos é assassinado a tiros em Alagoinhas

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Foto: Ilustração
Um adolescente de 16 anos foi assassinado a tiros na manhã de terça-feira (19/6), próximo a uma creche e um bar no Vale, bairro de Santa Terezinha, no município de Alagoinhas (BA).

Henrique Garcia dos Santos, foi morto por volta das 9h57. Ainda não se sabe a motivação e autoria do crime. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. 





Da Redação- Luciano Reis Notícias.

Câmara de Alagoinhas aprova LDO para 2020

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Foto: Kekeu Barreto/Ascom
Na sessão ordinária que aconteceu na última terça-feira (18), na Câmara Municipal de Alagoinhas, foram aprovados pelos parlamentares duas proposições advindas do Executivo. Em segunda e última discussão, o Projeto de Lei nº 025/2019 que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício de 2020 - LDO, e em duas votações o Projeto de Lei Complementar nº 005/2019, que dispõe sobre a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos efetivos da administração direta e da entidade autárquica da administração indireta, Superintendência Municipal de transportes e trânsito.
O Projeto de Empréstimo solicitado pelo Poder Executivo, no valor de R$ 35 milhões de reais gerou bastante discussão durante a sessão. Em relação à este, o vereador Cleto da Banana destacou:
“Eu tenho certeza que diversas pessoas vieram aqui nesta tarde achando que esta matéria de número 05, ela viria à plenário nesta tarde para ser votado, acerca do projeto FINISA, do empréstimo, mas a Vossa Excelência já tinha nos dito que não iria colocar em plenário para ser votado. Então queremos estar dando este informe à população que está aqui presente e dizer que nós temos tranquilidade em que os números os quais eles tem sido mostrado foram feitos com muita cautela, com muito cuidado, e acima de tudo pela equipe técnica em que o nosso governo tem.”
Após a fala do colega, o vereador Luciano Sérgio pediu questão de ordem, e pontuou: “Na mesma linha do que diz o vereador Cleto da expectativa da população que tá aqui. Eu sinceramente queira saber de Vossa Excelência: onde é que está a população? Porque eu estou vendo aqui os respeitosos cargos comissionados vinculados ao governo, sindicato e os assessores dos vereadores que estão aqui todas terças e quintas, e Douglas. Douglas tá aqui ó, só. Você é de alguma comunidade, Douglas, de algum bairro? Vamos tratar com seriedade. Isso aqui é o legislativo!”
Constaram no expediente e foram lidas as proposições: Projeto de Lei nº 029/2019, de autoria do vereador Darlan Lucena, que considera de Utilidade Pública a Associação “Educar para a Vida Professor Miguel Silva”, com sede e foro na cidade de Alagoinhas, e a moção nº 07/2019, de Louvor e Aplausos ao Professor Genivaldo Cruz Santos, pela importante e determinante contribuição na formatação e criação da Lei Complementar nº 134/2019, que “Institui o código de arborização municipal”, de autoria do vereador Thor de Ninha.
A próxima sessão ordinária será realizada após o recesso parlamentar, no dia 23 de julho, no horário regimental.



Da Redação- Luciano Reis Notícias, com Ascom - Câmara Municipal de Alagoinhas.

Criminosos roubam quase R$ 3 mil de segurança que ia fazer pagamento em Alagoinhas

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Foto: Ilustrativa
Um segurança de um supermercado situado no largo do bairro Barreiro no município de Alagoinhas (BA), foi assaltado quando ia efetuar o pagamento de um boleto. Segundo o depoimento dele para a polícia, o valor levado foi R$ 2.974.80. De acordo com o boletim de ocorrência, o assalto aconteceu na tarde de segunda-feira (17/6), por volta das 14h15. 


 Site Luciano Reis Notícias


O segurança contou para a polícia, que passava de moto pela margem da linha, quando teria sido abordado por dois criminosos em uma CG 150 de cor azul. Um dos criminosos estava armado, e anunciou o roubo. A dupla exigiu que a vítima entregasse o dinheiro, e fugiu em seguida. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. 





Da Redação- Luciano Reis Notícias.

Valorização dos artistas da terra: com forró e comidas típicas, Prefeitura de Alagoinhas abre festejos juninos da Vila de Santo Antônio

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Foto: Kekeu/Secom
Quem esperava forró pé de serra, com sanfona e zabumba, nos festejos juninos da cidade, teve oportunidade de dançar madrugada adentro nesta terça-feira (18), com o início da Vila de Santo Antônio da Lagoinha, estruturada este ano no Mercado do Artesão.
Formada majoritariamente por forrozeiros da região, a programação deste ano traz, para o centro da cidade, apresentações de Chiquinho e a Banda Forró Pesado, Birão do Acordeon, Tonho Pé de Serra e Mangaba, entre outros artistas.


Foto: Kekeu/ Secom

A proposta, segundo a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (SECET), responsável pela iniciativa, é trazer, com a Vila, os ritmos da música popular nordestina, resgatando influências do xote, do baião e do xaxado sob o comando de cantores da terra.

 “A ideia da Vila, como nos outros anos, é valorizar os artistas da terra, em 1° lugar. Dentro da Vila e do Trem, a gente consegue movimentar os artistas locais. Se você parar para observar, no festejo grande, você tem em média 3 ou 4 artistas locais mas, só dentro do trem, a gente teve 37 apresentações de artistas da terra. 


 
Foto: Kekeu/Secom


Aí você vê a Vila com mais 10, então só com esses aportes a gente conseguiu movimentar 47 espetáculos de produções locais. O olhar foi esse: tentar valorizar os músicos da cidade”, ressaltou Carlinhos Zambê, presidente do Conselho Municipal de Cultura, que este ano apoia a iniciativa.


 Nesta terça-feira, subiram ao palco Sam Araújo, Priscila Calazans, de Inhambupe, e o esperado Paroara do Acordeon, que trouxe para a dança clássicos do rei do baião.



“Tá muito boa a música! Estou gostando bastante, só esperando alguém para dançar. Amanhã venho também”, declarou Felipe Henrique Santana, que arriscou os passos na pista.
Dona Judite Leão, de 72 anos, também não perdeu a festa e levou a família toda para a Vila. “Uma beleza! A expectativa é dançar o forró. Ela veio de Minas”, disse, apontando para a visitante de fora, do grupo familiar que a acompanhou nos festejos este ano.
E, como nem só de arrasta pé é feita a festa, a SECET informou que a Vila promete também comidas típicas: mingau, bolo, milho, pipoca e amendoim serão comercializados durante as noites de atrações, que prometem transportar moradores e visitantes a uma viagem no tempo pela história de Alagoinhas.
As casinhas coloridas, na entrada do Mercado do Artesão, em tudo lembram a antiga vila que deu origem à cidade. E os três dias de festa na Vila, que vai até 21 de junho, esquentam o clima para o forró pé de serra no palco da Joseph Wagner.
“Durante muitos anos, os festejos de junho animaram as famílias de Alagoinhas, com mesa farta de canjica, bolos, laranjas, licores de vários sabores, principalmente o famoso licor de jenipapo. O forró pé de serra estava em toda a casa que os donos lavavam, botavam areia alva do cachorro magro no piso e salpicavam com folha de pitanga, para subir o cheirinho delicioso da planta quando fosse esmagada debaixo dos pés dos dançarinos. Era uma beleza ver, sentir e provar. E não podemos esquecer das alvoradas ‘São João passou por aqui?’. As fogueiras ardendo em todas as portas, para assar milho, batata, cana, carne. A nossa festa ia além do mês de junho porque a data do aniversário da cidade – 2 de julho – estava tão próxima que as crianças se encarregavam de alimentar as fogueiras. O tempo foi passando, a vida modificando e os eventos perdendo força. O povo daqui começou a sair para outras cidades. Mas, em 2017, um gestor festeiro assumiu a prefeitura e foi ouvindo, em diferentes pontos da cidade, um maior interesse da população pelo São João do que pela Micareta, por exemplo. E optou por fazer o resgate dessa festa que trouxe o trem do forró, a Vila de Santo Antônio da Lagoinha, quadrilhas e alvoradas cheias de animação. A festa deste ano traz um pouco disso tudo”, rememorou Iraci Gama.



Além de apresentações de bandas locais, também estão previstas na programação da Vila a participação do grupo “Felizidade”, às 18h, nesta quarta-feira, e, na sexta, o grupo Menina Flor, às 18h, e a Quadrilha Beija Flor, às 21h.

Confira a grade da Vila para os próximos dias:

 Da Redação- Luciano Reis Notícias, com Secom.

Mulher morre após dar à luz na Maternidade de Alagoinhas

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Foto: Reprodução
Uma mulher de 28 anos morreu na manhã desta terça-feira (18), horas após dar à luz na maternidade de Alagoinhas. De acordo com o boletim de ocorrência, o óbito foi comunicado a polícia pela assistente social do hospital.

Segundo o boletim, Aline Almeida das Virgens deu entrada na maternidade por volta das 21h da última segunda-feira, e o parto cesário ocorreu 30 minutos depois. Ela deu à luz um menino, e conforme o boletim, ambos passaram bem durante a noite. Aline amamentou o bebê e também teria se alimentado. Ela estava acompanhada da mãe na unidade.
De acordo com a ocorrência, por volta das 4h50 da madrugada, a paciente mudou o quadro clínico, suando frio e com desconforto, sendo atendida pelo médico Atenevir Teles, que realizou o parto, e sua equipe, porém a mulher veio a óbito por volta das 6h26.
O caso foi registrado na 1ª Delegacia Territorial de Alagoinhas. A causa da morte da paciente não foi informada.
Segundo informações, Aline residia no município de Entre Rios.




Da Redação- Luciano Reis Notícias, com Alta pressão. 

Maurício Bacelar aposta na integração entre os setores para melhorar o agronegócio

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Foto: Divulgação

Segurança sanitária e agronegócio baiano forte e competitivo, essas serão as vertentes de atuação do novo diretor geral da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), Maurício Bacelar, empossado durante solenidade concorrida, na tarde dessa sexta-feira (19).
O agronegócio é o setor que mais produz na Bahia e vamos juntos com a Adab e Maurício trabalhar para garantir a segurança necessária aos nossos produtores, levando mais qualidade à mesa dos baianos e ampliando as exportações”, disse o titular da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Lucas Costa. Maurício Bacelar destacou a importância de embasar as ações com o apoio do corpo técnico da autarquia.
 
 Site Luciano Reis Notícias (75) 9 9166-5491 (WhatsApp)

”São pessoas que se dedicam a estudar novas possibilidades, a exemplo da adoção de tecnologias para melhorar a fruticultura e melhoria genética dos rebanhos. A Bahia é privilegiada, conta com uma variada matriz produtiva e uma importância significativa na pecuária”, ressaltou. “Tenho certeza que com o apoio de servidores empresários, produtores e a população baiana, vamos melhorar nossa segurança alimentar, expandir os negócios e fazer a Bahia crescer ainda mais. Nosso desafio é grande e envolve a participação de todos. Essa será uma gestão de co-responsabilidade”, concluiu.
Presentes à cerimônia, os vereadores de Salvador Toinho Carolino e Sidninho, o ex-diretor geral da Adab, Bruno Alves, ex-deputado Filadelfo Neto e representantes da associação de criadores.   
Foto: Divulgação

Da Redação- Luciano Reis Notícias, com Ascom.

SAAE mantém equipes de plantão e de sobreaviso durante Corpus Christi e São João

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O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) Alagoinhas informa que, devido aos feriados de Corpus Christi (20) e São João (24) e em conformidade com o Decreto Municipal Nº 5.091/2019, que decreta ponto facultativo para sexta-feira (21), o expediente será encerrado nesta quarta-feira (19) e retomado na terça-feira (25), às 7h30min.
De acordo com a Diretoria Técnica, ao longo de todo período haverá equipes de plantão e de sobreaviso para atender às demandas emergenciais. ( SECOM )
Para entrar em contato, os usuários devem utilizar o 0800 702 7065 ou (75) 9 81804500.

Canais de atendimento
Posto de Atendimento: Rua Moreira Rego, 9977, Centro
Redes Sociais
Facebook: www.facebook.com/saaedealagoinhas
Instagram: www.instagram.com/saaealagoinhas
Site: www.saae.alagoinhas.ba.gov.br
ASCOM Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE Alagoinhas 

Alagoinhas participa da apresentação da OGE em Salvador para a criação das Ouvidorias Especializadas

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Na foto, David Ribeiro, ouvidor do município de Alagoinhas, com o ouvidor geral do estado da Bahia, Carlos Geilson, em evento realizado em Salvador. (Créditos: Divulgação/Ouvidori
Alagoinhas participou, nesta terça-feira (18), da apresentação da Ouvidoria Geral do Estado da Bahia (OGE), em Salvador, onde o ouvidor geral Carlos Geilson se reuniu oficialmente com representantes dos municípios e enfatizou a importância de funcionamento efetivo de um canal que aproxime cidadão e administração pública.
Segundo o ouvidor municipal David Ribeiro, que participou da apresentação representando Alagoinhas, o intuito é fortalecer a atuação da Rede de Ouvidorias Especializadas e modernizar o conceito de participação popular junto à gestão pública.
“É visando ao fortalecimento e à qualificação dos serviços de atendimento ao cidadão que temos trabalhado. Alagoinhas tem sido referência em atuação de ouvidoria ativa, no estado, e esse reconhecimento vem da seriedade do trabalho do governo Joaquim Neto, com um prefeito que conduz de forma democrática o processo e uma equipe homogênea, competente”, afirmou David Ribeiro.
De acordo com o ouvidor municipal, a aproximação com a OGE permite, aos municípios, dar um salto na qualidade no atendimento às demandas do cidadão.
“Queremos que o cidadão tenha vez e voz, que as ouvidorias sejam ativas e que elas cheguem de encontro às questões do povo. Esse trabalho é fundamental porque a população sempre teve nos programas de rádio uma forma de externar as suas demandas. Muitas vezes, o cidadão tem uma necessidade e não sabe a quem chegar. O povo quer ser ouvido e a Ouvidoria pode facilitar o fluxo de informações, com respostas e retornos”, pontuou o ouvidor geral do estado, Carlos Geilson.
O ouvidor deve vir a Alagoinhas ainda este mês para a 1ª ação itinerante da Ouvidoria Geral do Estado da Bahia. A visita de Carlos Geilson está marcada para o dia 27 de junho, quando o ouvidor geral do estado deve conhecer o programa “Ouvidoria nos Bairros”, desenvolvido no âmbito municipal, que desde 2017 já registrou mais de 9 mil atendimentos em ações da zona urbana e da zona rural.
“Faz parte do reconhecimento à expressiva atuação da Ouvidoria no interior do estado. Mais uma vez, Alagoinhas sai na frente quando o assunto é dar voz à população. Junto com a OGE, vamos fazer ainda mais”, salientou David Ribeiro. ( SECOM )

Bolsonaro e Doria fazem flexões durante visita ao Centro Paraolímpico em SP

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[Bolsonaro e Doria fazem flexões durante visita ao Centro Paraolímpico em SP]

presidente da Jair Bolsonaro (PSL) voltou a demonstrar seus dotes relacionados a flexão de braços na manhã desta quarta-feira (19), desta vez ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Um vídeo publicado pelo deputado federal, Eduardo Bolsonaro, o filho presidencial 03, em seu perfil no twitter nesta quarta mostra o presidente e Doria se exercitando.   
Ambos fizeram a demonstração durante visita ao Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, na Zona Sul de São Paulo. No vídeo, os políticos aparecem na pista de atletismo do complexo, acompanhados por jovens da Polícia Militar da capital paulista. Tanto Bolsonaro quanto Doria também fizeram menção ao momento em suas redes sociais. ( Luciano Reis & Bnews )

'Não tenho apego ao cargo. Se houver irregularidade, saio', diz Moro no Senado

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['Não tenho apego ao cargo. Se houver irregularidade, saio', diz Moro no Senado]

Em depoimento no Senado para explicar a troca de mensagens vazadas com o procurador Deltan Dallagnol, chefe da Lava Jato, o ministro Sergio Moro (Justiça) admitiu a possibilidade de deixar o posto no governo de Jair Bolsonaro (PSL) caso sejam apontadas irregularidades em sua conduta.
"Não tenho nenhum apego pelo cargo em si. Se houver alguma irregularidade da minha parte, eu saio", disse o ministro ao ser questionado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) sobre a possibilidade de deixar o posto para que se garanta a isenção em eventual investigações sobre sua conduta como juiz da Operação Lava Jato.
Moro afirmou, contudo, estar "convicto" e "tranquilo" de suas ações como magistrado e cobrou que o site The Intercept Brasil apresente, de uma vez, a íntegra do material.
O ministro disse aos senador que sempre agiu conforme a lei, tratou como naturais conversas entre juízes, promotores e advogados e disse não poder garantir a veracidade dos diálogos divulgados.
Nesta quarta (19), Moro presta esclarecimentos desde as 9h à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Na sessão, travou embates com senadores petistas e afirmou ainda ser alvo de um ataque hacker que mira as instituições e que tem como objetivo anular condenações por corrupção.
"Estou absolutamente tranquilo em relação à conduta que realizei como juiz. Houve aplicação imparcial da lei em casos graves de corrupção e lavagem de dinheiro", afirmou.
Moro se ofereceu para ir à CCJ para esfriar o trabalho de coleta de assinaturas para a criação de uma CPI para investigá-lo. Ao iniciar sua fala, disse não ter nada a esconder, que gostaria de fazer esclarecimentos "em cima do sensacionalismo que tem sido criado" e focou a defesa da Lava Jato.
"Se falou muito em conluio. Aqui um indicativo de que não houve conluio nenhum", afirmou, ao citar embates com a Procuradoria. "É normal no Brasil esses contatos entre juiz, advogado e Ministério Público ou policiais. O que tem que ser avaliado é o conteúdo destes contatos."
Nas conversas publicadas pelo site Intercept, Moro sugere ao Ministério Público Federal trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobra a realização de novas operações, dá conselhos e pistas, antecipa ao menos uma decisão judicial e propõe aos procuradores uma ação contra o que chamou de "showzinho" da defesa do ex-presidente Lula.
Segundo a legislação, é papel do juiz se manter imparcial diante da acusação e da defesa. Juízes que estão de alguma forma comprometidos com uma das partes devem se considerar suspeitos e, portanto, impedidos de julgar a ação. Quando isso acontece, o caso é enviado para outro magistrado.
As conversas entre Moro e a Lava Jato também provocaram reação no STF. Na semana que vem, dia 25 (terça-feira), um pedido dos advogados de Lula pela anulação do processo do tríplex em Guarujá (SP), que levou o petista à prisão em abril do ano passado, será analisado pela Segundo Turma da corte.
Após ser anunciado como um dos principais nomes do novo governo, o ex-juiz acumulou derrotas em menos de seis meses mandato. Sob desgaste devido à divulgação de mensagens do período da Lava Jato, ainda teve que aguardar a cautela de Bolsonaro em defendê-lo abertamente.
O presidente chegou a manter silêncio por três dias e, no último sábado (15), embora tenha defendido o legado de Moro, afirmou que não existe confiança 100%. "Meu pai dizia para mim: Confie 100% só em mim e minha mãe", disse Bolsonaro. ​
Na audiência no Senado, Moro tentou reforçar o discurso de que a crise esperada com a divulgação das conversas não prosperou já que, para ele, os diálogos não mostram nada mais que a atividade normal de um juiz. 
Moro citou diversas vezes artigo de Matthew Stephenson, professor de direito em Harvard, cujo título é “O Incrível Escândalo que Encolheu? Novas Reflexões sobre o Vazamento da Lava Jato”. 
O texto, publicado no blog Global Anticorruption, Stephenson elenca motivos pelos quais mudou de opinião sobre a série de reportagens do The Intercept. "Tendo a pensar que esse ‘escândalo’ é consideravelmente menos escandaloso do que o Intercept relatou ou do que eu acreditava originalmente."
Moro tem recorrido ao artigo durante a audiência para reafirmar seu discurso de que, "tirando o sensacionalismo", as conversas não revelam nenhuma ilegalidade.
Ao longo de seu depoimento, Moro repetiu diversas vezes não poder confirmar a veracidade das mensagens, mas relativizou algumas delas, como a que cita o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro disse não ver problema na mensagem "in​ Fux we trust" (em Fux confiamos).
"Posso ter mandado. Qual o problema de uma mensagem assim? Eu confio no Supremo, confio na instituição", afirmou.
Moro também negou haver qualquer acordo com o presidente Jair Bolsonaro para que ele seja indicado ministro do STF.
"Essa história de vaga no Supremo é uma fantasia. Nunca me prometeu nada. Isso tem que ser discutido lá na frente. Não sei se vou querer, não sei se ele vai me oferecer", afirmou.
O presidente já chegou a dizer neste ano que havia prometido a Moro indicá-lo ao STF, mas depois afirmou que não havia nenhum acerto, apenas a intenção de escolher alguém com perfil do ex-juiz.
No início da audiência, Moro afirmou que "ainda que tenha alguma coisa verdadeira, essas mensagens podem ser total ou parcialmente alteradas para caracterizar uma situação de escândalo".
O clima de tensão seguiu durante os questionamentos feitos pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), que acusou Moro de sensacionalismo na Lava Jato, disse não ser possível que o ministro não lembre de algumas das conversas e questionou se o ministro estava a serviço de algum projeto político.
"Estou absolutamente tranquilo em relação à conduta que realizei como juiz. Houve aplicação imparcial da lei em casos graves de corrupção e lavagem de dinheiro", afirmou.
O ex-juiz da Lava Jato disse que a operação atingiu "vários partidos" e que "não teve nenhum projeto político envolvido". Disse ainda que as acusações de Humberto Costa eram '"bastante ofensivas". "Eu vou declinar de responder", reagiu o ministro.
O ministro também foi alvo de provocações, como quando o senador Otto Alencar (PSD-BA) disse, ironicamente, que era exigir demais que Moro se lembrasse das conversas. "Não exijam muito da memória do ministro. Ele tem péssima memória."
Moro também reagiu com rispidez em alguns momentos. Ao ser indagado pela segunda vez pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA) se autorizaria que o Telegram divulgasse as mensagens, afirmou que o parlamentar "deveria se informar melhor".
Mas houve espaço para brincadeira. "Hoje não tenho controle do meu Telegram, está lá com o hacker", disse sorrindo ao responder o senador Marcos Rogério (DEM-RO). Ao comentar as mensagens, o senador disse que "se houve excessos, vocês são seres humanos e podem cometer erros, sim".
Em um tom duro contra a atuação de Moro (Justiça), o senador Cid Gomes (PDT-CE) disse que Moro, enquanto juiz da Lava Jato, tinha postura "de querer aparecer, se colocar como salvador da pátria" e que, atualmente, ninguém fala no nome de quem o sucedeu na 13ª Vara de Curitiba. "Eu dou um doce a quem disser o nome do atual juiz."
Mais cedo, Moro afirmou que o país não precisa de heróis, mas de instituições fortes, e negou que tenha atuado politicamente na Lava Jato.
"Nunca atuei nestes processos movido por questão ideológica ou político-partidária. O fato de ter emitido sentenças a agentes políticos me trouxe dissabores, me trouxe pesos. Sou constantemente atacado há quatro, cinco anos, por ter cumprido meu dever", afirmou.
Cid Gomes também propôs que o Congresso instale uma CPI para apurar a conduta o ex-juiz à frente dos processos da Lava Jato. Ele também defendeu que os parlamentares abram uma investigação "isenta e imparcial" sobre o autor dos vazamentos e sobre a segurança das comunicações no país.
Primeiro a propor a CPI, o senador Angelo Coronel disse que considera retomar a coleta de assinaturas após a vinda de Deltan Dallagnol à CCJ. O procurador foi convidado à comissão, mas ainda não confirmou presença.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) lançou provocações a Moro e disse que não prejulgaria o ministro.
"Defendo sua presunção de inocência, o direito de defesa e acho, mais do que isso, que o senhor não está obrigado a responder sobre questões concretas destes vazamentos, mas são coisas graves", disse Renan, que, pedindo desculpas pela "coincidência", afirmou ter 13 (número do PT do ex-presidente Lula) perguntas ao ex-juiz.
Moro repetiu ter havido "um sensacionalismo exacerbado" na divulgação das conversas e, pela quarta vez, citou o artigo de Matthew Stephenson. 
Na tentativa de encurralar o ministro, Renan perguntou a Moro o que ele pensava sobre o pacote de dez medidas contra a corrupção, no qual haveria previsão para usar os vazamentos na Justiça.
"Sobre as dez medidas, precisava reavivar minha memória", esquivou-se Moro.
Ataque Hacker
Durante a sessão, Moro também deu detalhes do ataque hacker de que foi vítima há algumas semanas.
Afirmou que, em 4 de junho, por volta das 18h, seu próprio número o telefonou três vezes. Segundo a Polícia Federal, os invasores não roubaram dados do aparelho do ministro —apenas o procurador Deltan Dallagnol teve informações captadas durante o ataque que sofreu.
Moro afirmou ainda que deixou de usar o Telegram, de onde as mensagens vazadas foram extraídas, em 2017, quando houve notícias de ataques hackers nas eleições dos Estados Unidos e ele começou a desconfiar da segurança do aplicativo, que tem origem russa.
O pacote de diálogos que veio à tona inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram de 2015 a 2018. As mensagens, segundo o site, foram entregues à reportagem por fonte anônima.
No Senado, Moro falou que houve interação de seu número com uma apresentadora de TV do Paraná.
"Chamamos a PF, no mesmo dia, a PF examinou meu aparelho celular. Entreguei meu celular à polícia para fazer exame. Não tenho nenhum receio em relação ao que tem dentro daquele aparelho", disse Moro, reforçando haver autonomia na investigação da Polícia Federal.
O ministro afirmou acreditar ser alvo da atuação de um grupo criminoso, pois "quem faz isso não é um adolescente com espinha na frente do computador". ( Folhapress )
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