Pacheco faz cobrança pública para que sabatina de Mendonça ao STF seja pautada “o quanto antes”

Brasil Política

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG-Foto), endossou sexta-feira (24) uma cobrança que vem sendo feita por apoiadores do governo federal e fez uma pressão pública para que a sabatina de André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), seja pautada.

“A sabatina de André Mendonça é tarefa e missão constitucional da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que precisa designar uma data de esforço concentrado para presença física de senadores em Brasília para que possa haver deliberação”, disse Pacheco em visita a São Paulo.

Para ser efetivado ministro do Supremo, Mendonça depende inicialmente do agendamento da sabatina, que depende de Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da CCJ, com quem Pacheco diz estar “se esforçando muito” para que possa “o quanto antes fazer essa sabatina e as outras todas pendentes”. Depois, ele deverá ter sua aprovação votada no Senado. O chefe do Senado ressaltou que, apesar da pandemia da Covid-19, já foram realizadas “muitas sabatinas no primeiro semestre”, incluindo a que reconduziu Augusto Aras ao cargo de procurador-geral da República, também por indicação de Bolsonaro.

Com a demora do agendamento do processo de Mendonça, começaram conversas nos bastidores de que uma indicação do próprio Aras seria mais favorável ao espaço em aberto no STF. Um dos defensores da indicação do procurador-geral ao Supremo seria Alcolumbre. Bolsonaro, no entanto, tinha prometido a apoiadores que endossaria ao cargo um nome “terrivelmente evangélico”, requisito que Aras não preenche.

Na terça-feira, o ministro do STF Ricardo Lewandowski determinou que Alcolumbre preste informações sobre a sabatina de Mendonça para a cadeira vaga na corte. Na última semana, em defesa da nomeação de André Mendonça, importantes líderes evangélicos subiram ainda mais o tom contra Alcolumbre. Em mensagens que fizeram chegar ao gabinete do presidente da CCJ, dizem que vão se mudar para o Amapá em 2022 para impedir a reeleição do senador.

E que podem inclusive lançar um candidato evangélico. Eles estiveram em reuniões com Pacheco e com Bolsonaro, que indicou não pretender abrir mão da indicação de Mendonça, formalizada em 13 de julho e que está travada há mais de 70 dias. (JBr)

 

 

Da Redação- Luciano Reis Notícias, via Bahia na Política