Quarta-feira, 04 de março de 2026, da Redação- Luciano Reis Notícias, às 22h39. Por Luciano Reis, DRT/8242-BA
Na manhã de terça-feira, 3 de março, o vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Luciano Sérgio, apresentou na Câmara Municipal o 3º Relatório Detalhado do Quadrimestre da Saúde de 2025, com indicadores, dados financeiros e o balanço do ciclo do Plano Municipal de Saúde 2022–2025.
Foto: Jhô Paz
Durante a apresentação, o secretário destacou que o município aplicou 20,65% das receitas em ações e serviços de saúde, percentual superior ao mínimo constitucional de 15%. O relatório também apontou 101,35% de arrecadação no período, além da estrutura da rede municipal, que conta atualmente com 92 estabelecimentos de saúde e 1.056 profissionais atuando no Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoinhas.
Outro dado apresentado foi o desempenho da Atenção Básica, que mantém cobertura populacional superior a 90%, com indicadores de avaliação classificados majoritariamente como bons ou ótimos. Na área materno-infantil, o relatório registra 885 nascidos vivos entre o primeiro e o terceiro quadrimestres de 2025, além do monitoramento de indicadores de mortalidade infantil e internações hospitalares.
Luciano Sérgio também destacou avanços estruturais do ciclo do Plano Municipal de Saúde 2022–2025, como o novo Laboratório Municipal, a reinauguração do Centro de Cirurgias Eletivas, a ampliação da Policlínica Municipal, a consolidação do programa Melhor em Casa e a ampliação da Unidade de Reintegração Funcional.
Na apresentação, o secretário também apontou iniciativas em andamento para modernização da rede, entre elas a implantação do prontuário eletrônico nas unidades de saúde, com objetivo de aprimorar a gestão das informações e melhorar o acesso aos serviços.
“Eu não sou e não serei o secretário de respostas fáceis. Não farei promessas de resolver tudo em determinado prazo. O que posso garantir é trabalho técnico e compromisso”, afirmou.
Luciano Sérgio também informou que a secretaria trabalha em frentes para avançar no processo licitatório do Hospital Materno Infantil, além de estudar a implantação de uma sede própria para o SAMU, serviço que atende Alagoinhas e municípios da região.
Ao final da exposição, o secretário reforçou a importância do diálogo institucional entre Executivo e Legislativo. “Sei onde estou pisando, sei de onde vim e respeito profundamente esta Casa. O respeito se demonstra com ação”, declarou.
Comentários
Após a apresentação, vereadores utilizaram a tribuna para comentar os dados do relatório e levantar pontos relacionados ao funcionamento da rede municipal de saúde.
A vereadora Juci Cardoso destacou a importância da análise dos indicadores e chamou atenção para questões relacionadas à saúde das mulheres, especialmente no período pós-parto.
“Estamos falando de dados que projetam impactos para os próximos cinco anos. Precisamos olhar para dentro e perguntar o que está errado nesse processo”, afirmou.
Em seguida, defendeu maior escuta das mulheres durante o atendimento de saúde. “Escutar quem está sentindo dor não é favor. É dever”, declarou.

O vereador Cláudio Abiúde chamou atenção para o impacto dos acidentes motociclísticos na rede hospitalar, destacando que grande parte das cirurgias ortopédicas realizadas no Hospital Regional Dantas Bião está relacionada a esse tipo de ocorrência.
“Estamos falando de amputações, fraturas expostas e cirurgias complexas que ocupam leitos e estruturas hospitalares por longos períodos”, pontuou.

O vereador Luciano Almeida parabenizou o secretário pela condução da pasta e destacou desafios estruturais enfrentados pela saúde municipal, como filas para exames e cirurgias. Ele também solicitou melhorias na sede do SAMU e sugeriu estudos para ampliar parcerias com clínicas privadas.
“Zerar filas é uma missão complexa, mas minorar o sofrimento das pessoas é possível”, afirmou.

A vereadora Luma Menezes reforçou a necessidade de implementação de legislações já aprovadas no município, como a criação da Farmácia Solidária e medidas de transparência sobre a disponibilidade de medicamentos nas unidades de saúde.
“A população precisa ter acesso às informações sobre quais medicamentos estão disponíveis e onde podem ser encontrados”, disse.

Já o vereador José Edésio fez uma reflexão sobre o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e os desafios estruturais enfrentados pelo sistema em todo o país.
“O SUS é o maior sistema público de saúde do mundo, mas foi criado sem uma garantia plena de financiamento permanente”, avaliou.

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