O delegado William Marcel Murad deve assumir temporariamente a direção-geral da Polícia Federal após o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues, determinado na terça-feira, 8 de setembro, pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Até então diretor-executivo da corporação, Murad é considerado o segundo na hierarquia da PF. A decisão de Mendonça ocorre em meio à crise institucional envolvendo integrantes da Suprema Corte, entre eles o ministro Alexandre de Moraes. Pouco depois de ser informado sobre o afastamento, Andrei chegou a comparecer à Academia Nacional de Polícia Federal, mas deixou o local antes do início de um evento de formação de novos agentes.
Durante a cerimônia, Murad fez uma defesa pública de Andrei e afirmou que a corporação mantém “total confiança” no diretor-geral afastado. Segundo ele, os integrantes da instituição têm o dever de preservar a PF diante de ataques e de eventuais tentativas de interferência em suas atribuições. Delegado desde 2002 e formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Murad ocupa a diretoria-executiva desde janeiro de 2025.
Antes disso, foi adido da PF no Reino Unido e na Irlanda do Norte, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação e coordenador-geral de Inteligência. Ao longo da carreira, também comandou unidades da corporação em São Paulo, Rio Grande do Norte e Pernambuco, com atuação em áreas como combate ao crime organizado, inteligência, crimes fazendários e tráfico de drogas.

Da Redação- Luciano Reis Notícias, via Sociedade Online



