Os mercados financeiros reagiram com forte movimento de queda nos juros futuros após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.
As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) chegaram a recuar quase 100 pontos-base nos vencimentos mais longos, em um movimento impulsionado pela reação dos investidores ao desempenho de Flávio Bolsonaro, que terminou a primeira etapa da disputa presidencial à frente de Lula.
A queda foi mais expressiva justamente nos contratos de prazo mais longo, que são considerados mais sensíveis às expectativas dos investidores em relação às contas públicas, ao equilíbrio fiscal e aos rumos da política econômica.
Nos vencimentos mais curtos, o mercado também passou a considerar a possibilidade de novos cortes na taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, dependendo da evolução do cenário político e de eventuais mudanças nas expectativas para as políticas fiscal e monetária.
A forte movimentação dos juros mostra que o resultado eleitoral passou a ser um dos principais fatores de atenção dos investidores. O mercado agora acompanha de perto os próximos passos das campanhas e as propostas dos candidatos para o segundo turno.
A segunda etapa da eleição presidencial está marcada para 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para definir o próximo presidente da República.
Até lá, a expectativa é de que o cenário político continue influenciando o comportamento dos mercados, especialmente os juros, o câmbio e as projeções para a economia brasileira.





