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Cidades, Transportes e Fazenda lideram desbloqueio do Orçamento

10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra, custo de vida, custo dos alimentos, aumento de preços, alta dos preços, carestia, desvalorização, valorização, perda do poder de compra, crise econômica, recessão, crescimento econômico, consumo, consumidor, compras, supermercado, cesta básica, despesas, gastos, contas, contas a pagar, boletos, dívida, dívidas, endividamento, inadimplência, poupança, economia doméstica, investimento, investimentos, aplicações financeiras, juros, taxa de juros, taxa Selic, Banco Central, crédito, empréstimo, financiamento, cartão de crédito, débito, PIX, transferência bancária, banco, instituição financeira, orçamento familiar, planejamento financeiro, reserva de emergência, patrimônio, riqueza, patrimônio líquido, capital, capital financeiro, lucro, prejuízo, receita, despesa, balanço financeiro, impostos, tributos, tributação, imposto de renda, arrecadação, arrecadação fiscal, carga tributária, imposto, taxa, tarifas, câmbio, dólar, euro, cotação, câmbio flutuante, desvalorização cambial, valorização cambial, moeda estrangeira, inflação acumulada, índice de preços, IPCA, INPC, IGP-M, poder aquisitivo, renda per capita, desenvolvimento econômico, estabilidade econômica, política monetária, política fiscal, oferta, demanda, produtividade, consumo consciente, educação financeira, planejamento financeiro, equilíbrio financeiro, independência financeira, riqueza, prosperidade, orçamento público, gastos públicos, contas públicas, déficit, superávit, tesouro nacional, moeda forte, moeda fraca, liquidez, circulação de dinheiro, s
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Os Ministérios das Cidades, dos Transportes e da Fazenda lideraram o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026, anunciou na noite desta quinta-feira (30) o Ministério do Planejamento e Orçamento.

Os novos limites de gastos constam do decreto publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União, com os novos valores detalhados dos bloqueios por ministérios e por órgãos. Pela legislação, o decreto é divulgado oito dias após o envio ao Congresso Nacional do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento.

Segundo o documento, dos R$ 5,741 bilhões desbloqueados no último dia 24, R$ 3,332 bilhões são de gastos discricionários (não obrigatórios) e R$ 1,204 de emendas parlamentares. Dentro dos gastos discricionários, R$ 2,523 bilhões serão liberados do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Os ministérios e demais órgãos federais têm até 6 de agosto para detalharem os programas que terão mais recursos.

A última edição do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas reduziu de R$ 23,679 bilhões para R$ 17,937 bilhões o volume bloqueado no Orçamento de 2026.

Emendas parlamentares

Mesmo com a liberação de recursos, continuam bloqueados R$ 3,675 bilhões em emendas parlamentares de bancada, recursos indicados por deputados e senadores para obras e projetos nos estados.

Nesse caso, será aplicada a Lei Complementar 210/2024, aprovada para regulamentar a execução das emendas parlamentares e ampliar a transparência desses recursos.

Pela lei complementar, as emendas são bloqueadas ou desbloqueadas até a mesma proporção aplicada às demais despesas discricionárias, para cumprir as metas fiscais. No entanto, o Congresso poderá definir as prioridades quando houver necessidade de bloqueio ou contingenciamento, indicando quais programações terão os recursos preservados e quais serão afetadas pelos cortes, dentro dos limites definidos pelo governo.

Faseamento

Além dos bloqueios, o governo está utilizando o chamado faseamento de empenho. O mecanismo não corta recursos, mas limita temporariamente a velocidade com que os órgãos podem assumir novos compromissos financeiros.

A medida funciona como um controle de fluxo de caixa. Se a arrecadação ficar abaixo do esperado, o governo evita empenhar (autorizar o gasto de) recursos antes de confirmar a entrada das receitas.

A restrição de empenho está prevista em R$ 47,46 bilhões até setembro. O valor sujeito a esse controle cai para R$ 29,498 bilhões até novembro e para zero em dezembro.

Ao somar o total bloqueado de R$ 17,937 bilhões, a restrição chega a R$ 65,397 bilhões até setembro e a R$ 47,436 bilhões até novembro.

Tipos de despesa

O arcabouço fiscal em vigor divide os recursos congelados em dois tipos: o contingenciamento e o bloqueio. O contingenciamento representa os recursos retidos temporariamente para cobrir falta de receitas do governo que atrapalham o cumprimento da meta fiscal. Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê resultado primário zero (nem déficit, nem superávit), com uma margem de tolerância de até R$ 31 bilhões para mais ou para menos.

O bloqueio corresponde aos recursos retidos para cumprir o limite de gastos do arcabouço. Neste ano, o governo federal não contingenciou o Orçamento, porque prevê superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública) de R$ 10,8 bilhões, se excluídos precatórios e alguns gastos com saúde, educação e defesa.

Para 2026, o marco fiscal limita o crescimento das despesas a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Detalhamento

Desconsiderando as emendas parlamentares, a redução dos bloqueios foi dividida da seguinte forma:
 

ÓrgãosBloqueio 2º BimestreBloqueio 3º BimestreDiferença (R$ milhões)
Ministério das Cidades3,047.501,847.30-1,200.20
Ministério dos Transportes1,608.70592.9-1,015.80
Ministério da Fazenda1,396.30856.3-540
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação490.1153.8-336.3
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar545.2245.2-300
Ministério da Educação1,605.001,325.00-280
Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional399.3259.3-140
Ministério das Relações Exteriores414.5284.5-130
Presidência da República279.9209.9-70
Ministério do Planejamento e Orçamento334.1272.1-62
Ministério do Esporte162.3101.1-61.2
Advocacia-Geral da União111.151.1-60
Agência Nacional de Transportes Terrestres577-50
Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania76.130.1-46
Banco Central do Brasil92.447.4-45
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico44.9-44.9
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos228.7188.7-40
Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome243.4206.4-37
Ministério dos Povos Indígenas74.744.8-29.9
Agência Nacional de Mineração22.7 -22.7
Ministério da Defesa4,363.304,344.30-19
Agência Nacional de Proteção de Dados6.5 -6.5
Ministério da Agricultura e Pecuária489.9489.9 
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços130.7130.7 
Ministério da Justiça e Segurança Pública   
Conselho Administrativo de Defesa Econômica9.79.7 
Ministério de Minas e Energia143.1143.1 
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis18.118.1 
Agência Nacional de Energia Elétrica34.334.3 
Ministério da Previdência Social   
Ministério da Saúde1,001.701,001.70 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária22.422.4 
Agência Nacional de Saúde Suplementar34.234.2 
Controladoria-Geral da União29.429.4 
Ministério do Trabalho e Emprego   
Ministério das Comunicações127.6127.6 
Agência Nacional de Telecomunicações51.851.8 
Ministério da Cultura220.8220.8 
Agência Nacional do Cinema8.28.2 
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima31.831.8 
Ministério do Turismo83.883.8 
Ministério da Pesca e Aquicultura46.846.8 
Gabinete da Vice-Presidência da República0.90.9 
Ministério das Mulheres53.353.3 
Ministério da Igualdade Racial29.929.9 
Ministério de Portos e Aeroportos347.2347.2 
Agência Nacional de Transportes Aquaviários14.314.3 
Agência Nacional de Aviação Civil2424 
Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte151.1151.1 


Na divisão por tipo de despesa, a distribuição dos recursos desbloqueados é a seguinte:
 

Total bloqueado2º Bimestre3º BimestreDiferença (R$ milhões)
I. Poder Executivo23,678.6017,937.50-5,741.00
I.I. Discricionárias totais18,709.0014,172.40-4,536.60
↳ RP 2 (Discricionárias em geral)9,963.407,949.50-2,013.80
↳ RP 3 (PAC)8,745.606,222.80-2,522.80
I.II. Emendas4,969.603,765.20-1,204.40
Fonte: Ministério do Planejamento e Orçamento

Fonte:Agencia Brasil