Na oitava pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda, 3 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 46% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 45%, das intenções de voto em um eventual segundo turno. Lula recuou 1 ponto porcentual ante 47% obtidos no último levantamento, divulgado na última segunda-feira, 27 de julho, e o senador cresceu também 1 ponto dos 44% anteriores.
Com apenas 1 ponto de diferença, ambos seguem empatados tecnicamente, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8% e 2% estariam indecisos ou não responderam. Durante o período do levantamento, entre sexta-feira (31) e este domingo (2), o PT realizou a convenção nacional que definiu Lula como candidato à reeleição.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Jefferson Rudy Agência Senado
Outro cenário de segundo turno
A pesquisa BTG Pactual/Nexus traçou os mesmos três cenários com embates do presidente e os ex-governadores e pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão).
Contra Caiado, Lula teria vantagem de 46% a 42%, ante 45% a 43% de 27 de julho em um cenário de empate técnico no limite da margem de erro. Em um segundo turno contra o ex-governador mineiro, Lula teria 46% a 40%, ante 46% a 42% na pesquisa anterior, e se o adversário fosse Renan Santos, o presidente também poderia vencer, com 47% a 37%, ante 47% a 39%.
A oitava edição da pesquisa BTG Pactual/Nexus trouxe um cenário inédito de primeiro turno com 12 postulantes à Presidência. No último levantamento foram apenas sete nomes.
Lula lidera com 41%, ante 42% no levantamento de 27 de julho e é seguido por Flávio Bolsonaro, que obteve 37%, ante 33% do levantamento anterior. Com o crescimento do senador, ambos estão empatados tecnicamente também no primeiro turno.
Eles são seguidos por Caiado, que variou de 6% para 5%, Renan Santos, que saiu de 5% para 4%, e Zema, que permaneceu em 3%.
Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) foram citados por 1% dos eleitores, cada. Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB), Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) ficaram com 0%.
O total de brancos, nulos e dos que não votariam em nenhum dos nomes apresentados saiu de 6% para 4% e os indecisos ou que não opinaram variaram de 2% para 3%.
Para 75% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará, ante 73% há uma semana. Outros 23%, ante 25% de 27 de julho, poderão mudar e 2% não soube ou não respondeu.
Espontânea e Rejeição
Na pesquisa espontânea, Lula permaneceu em 36% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro saiu de 27% para 28%. Renan Santos variou de 4% para 3%, Caiado permaneceu em 2%, e Zema em 1%.
Outros candidatos foram lembrados espontaneamente por um total de 2%. Nesse primeiro levantamento de agosto, 21% não souberam responder ou não opinaram na pesquisa espontânea, ante 19% em 27 de julho, e o total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome foi de 6%.
A rejeição a Lula saiu de 48% para 50% do eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro saiu de 50% para 51%. O potencial de voto de Lula permaneceu em 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 46% para 47%.
Avaliação do governo e aprovação do presidente.
O levantamento perguntou como o entrevistado avalia o governo do presidente Lula e 16% responderam ótimo (15% há uma semana), 21% bom (também 21% na pesquisa passada) e 18% consideraram regular, ante 20% na pesquisa anterior. Outros 8% consideraram o governo ruim, ante 9% no levantamento passado, e 35% como péssimo, contra 34% na pesquisa de 27 de julho. Já 2% não responderam e não souberam avaliar.
O trabalho do governo do presidente Lula foi aprovado pelos mesmos 47% de uma semana atrás e desaprovado por 48% dos entrevistados, ante 49% na pesquisa anterior. Os que não responderam e não souberam dar uma avaliação variaram de 4% para 5% entre as pesquisas.
Metodologia
A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre sexta-feira (31) e este domingo (2) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-02847/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (Por Gustavo Porto)

Da Redação- Luciano Reis Notícias, via Bahia na Política



