Foto: Divulgação/Banco Master/Fellipe Sampaio/SCO/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens e registros de contatos entre o também ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master.
Entre os principais elementos apontados pela PF estão diálogos nos quais Vorcaro teria buscado informações sobre investigações contra o banco e consultado Moraes sobre a possibilidade de deixar o país antes de uma operação policial. As mensagens indicam ainda que os dois mantiveram diversos encontros entre 2023 e 2025, período em que o banqueiro também teria procurado o ministro para tratar de questões relacionadas ao andamento de apurações.
O relatório também aponta que Moraes teria participado de alterações em um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. O acordo previa pagamentos que chegaram a R$ 108 milhões, enquanto outro contrato, relacionado a uma empresa de Vorcaro, envolveu R$ 50 milhões e a utilização de duas aeronaves. O escritório afirmou que o ministro foi consultado apenas para verificar possíveis impedimentos legais e que nenhum conflito foi identificado.
As investigações registraram ainda encontros entre Moraes e Vorcaro, incluindo uma visita a Campos do Jordão preparada pelo banqueiro para convidados classificados como “ultra VIP”. Mensagens também indicam que Moraes teria participado de decisões sobre convidados e programação de um fórum jurídico organizado por Vorcaro em Londres, posteriormente cancelado.
A divulgação do relatório ocorre em meio a uma disputa sobre a própria investigação. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, que mantinha relações com Daniel Vorcaro, pediu a anulação da apuração conduzida a partir das determinações de Mendonça, alegando que o ministro teria ultrapassado a competência individual ao aprofundar a investigação envolvendo outro integrante do STF.
Fonte:Sociedade Online



