O HCA – Hospital das Clínicas de Alagoinhas é vendido à Athena Saúde

Alagoinhas

A Athena Saúde, administrada pela multinacional Pátria Investimentos, comunica aos acionistas e ao mercado em geral que, em 11 de junho de 2021, celebrou por meio de sua subsidiária, Hospital Santa Maria Ltda., um contrato de compra e venda de quotas e outras avenças para a aquisição de 100% do Hospital das Clínicas de Alagoinhas S.A.

O equipamento ora adquirido é um hospital geral de alta complexidade com 102 leitos, além de 4 centros cirúrgicos e 31 consultórios, localizado na cidade de Alagoinhas, no estado da Bahia. O valor da transação foi de R$ 137,1 milhões e o pagamento será realizado à vista na data de fechamento e o médico Mauro Azi, atual acionista do Hospital Alagoinhas, receberá ações da Companhia. Com esta Transação, que está sujeita às condições precedentes usuais de mercado para esse tipo de operação, a Companhia reforça sua estratégia de crescimento no Nordeste do Brasil.

Sobre a Athena

A Athena, controlada pela multinacional Pátria Investimentos, havia pedido registro para realizar uma oferta inicial de ações (IPO), com o argumento de que a pandemia da Covid-19 amplia o foco público sobre operadoras de planos de saúde e de hospitais, resolveu adiar por conta da volatilidade do mercado. Criada em 2017, se apresenta como uma das maiores empresas de saúde suplementar do país e tem 5 operadoras, 24 clínicas, 7 pronto-atendimentos e 9 hospitais. No fim de 2020, a Athena tinha uma carteira de 708,4 mil beneficiários de planos de saúde ou odontológicos, crescimento de 374,5% em três anos, resultado da combinação de expansão orgânica e de aquisições.

Foto: Reprodução/HCA

A companhia se concentra nos Estados do Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Paraná. No ano passado, teve receita líquida de 1,359 bilhão de reais, alta de 23,6% em relação ao ano anterior. “Possuímos uma vasta gama de potenciais aquisições já mapeadas”, afirma a Athena no prospecto preliminar da oferta, que será coordenada por Bank of America, XP, Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander e ABC Brasil.

“Excetuando-se as praças dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, estão sob análise ativos em praticamente todos demais Estados do país, acrescentou a companhia, que planeja usar os recursos da venda de ações novas para comprar operadoras de planos de saúde, clínicas e hospitais.

Um fundo administrado pelo Pátria, que detém 90,8% da companhia, também venderá uma fatia do negócio.

Fusões e aquisições no setor de saúde

O anúncio mostra como o setor de saúde tem sido um dos mais prolíficos geradores de novas empresas para a bolsa brasileira, supostamente na esteira dos efeitos da pandemia da Covid-19, só em 2020, setor concentrou mais de 60 fusões e aquisições no Brasil

Em fevereiro, os grupos hospitalares Mater Dei, Care Caledonia e o capixaba Kora Saúde também pediram registro para venderem ações pela primeira vez. Se concluírem seus planos, vão se juntar à Rede D’or São Luiz, que fez sua estreia no pregão em dezembro passado.

Na briga para ganhar escala num setor altamente fragmentado, essas empresas hospitalares vão competir com os grupos já listados como Hapvida e Notre Dame Intermédica, que estão em processo de fusão.

Isso sem contar instituições que podem ser rivais indiretas, como as de diagnósticos médicos Fleury, Dasa, Alliar e Hermes Pardini.

Qual será, realmente, o motor de todas essa movimentação na área da saúde? Aguardem

 

Da Redação- Luciano Reis Notícias, por Nadia Freire DRT 5229/BA/Sua Cidade em Revista